Símbolo
" Temos duas versões para o símbolo; uma que seria a primeira letra do seu nome em grego (Zeus), a outra a imagem do ziguezague dos raios , associado ao mestre do céu."
|
O Pai dos deuses entre os romanos correspondente ao Zeus dos gregos.
"Seu brilho constante , marcha lenta e trajetória regular fez com que o batizassem desde a Antiguidade, como o mestre do céu. Realmente seu nome provêm do sânscrito: dyn (deus) e pater (pai). Teve vários nomes: Har-tap-sheta-ou (guia dos espaços misteriosos), no Egito antigo;Phaeton (brilhante), na grécia antiga; Vrihaspati (senhor do crescimento), na India; Soni--sing (planeta do ano) e Chi-ti (planeta regulador), na China."
|
|
b - Conhecendo Júpiter.
| Nome |
Júpiter |
| Massa |
1,90 . 1027kg |
| Diâmetro |
142.800km |
| Distância: Júpiter - Sol |
778 milhões de km |
|
Período de revolução (ano do planeta)
|
11,86 anos terrestres
|
|
Período de Rotação - duração do dia em Júpiter (comparado com a Terra) |
9,8 horas |
|
Atmosfera (valores aproximados)
|
90% de Hidrogênio
10% de Hélio
0,06% de Metano
|
Para nós habitantes do planeta Terra, Júpiter é o quarto corpo celeste mais luminoso no céu, primeiramente temos o Sol, a Lua e Vênus; em algumas épocas do ano Marte é também muito luminoso.
A descoberta de Galileo, em 1610, das quatro grandes luas de Júpiter; Io, Europa, Ganymede e Callisto, conhecidas como luas Galileanas, demostravam que era possível haver um sistema com vários corpos girando ao seu redor, até então este fato era desconhecido nas discussões sobre como era o Universo. Estas descobertas feitas por Galileu Galilei era um ponto importante a favor da teoria heliocêntrica, defendida por alguns cientistas, entre eles Copernicus sobre os movimentos dos planetas.
Para estudar Júpiter foram enviadas naves, sendo que a primeira a visitá-lo foi a Pioneer 10 em 1973 e depois pelo Pioneer 11, Voyager 1, Voyager 2 e Ulysses. A nave Galileo está atualmente em órbita ao redor de Júpiter e estará enviando uma grande quantidade de dados durante os próximos anos.
|
Júpiter, Saturno, Urano e Netuno são conhecidos como os quatro gigantes gasosos. Nestes planetas constituídos de gás, onde não possuem uma superfície sólida, os cientistas precisam criar um critério para poder medir as dimensões do planeta, como por exemplo o seu diâmetro. Em Júpiter a medida que nos aprofundamos no seu interior, a pressão aumenta extraordinariamente, o mesmo acontecendo com a densidade do material gasoso. Assim em Júpiter, para medirmos o seu diâmetro, toma-se como referência pontos na sua atmosfera onde a pressão atmosférica vale 1 atm. Na Terra fazemos o mesmo adotando 1 atm como a pressão ao nível do mar, adotando este ponto como referência para medirmos as altitudes.
A composição dos gases de Júpiter é de aproximadamente 90% hidrogênio e 10% hélio, com sinais de metano, água, amônio e "pedra". Esta composição lembra a composição inicial da Nebulosa Solar antes da formação dos planetas do sistema solar. Saturno tem uma composição semelhante, mas os planetas Urano e Netuno possuem muito pouco Hidrogênio e Hélio.
Nosso conhecimento do interior de Júpiter e dos outros planetas compostos de gases é feito de maneira indireta e provavelmente será assim por muito tempo. Quando a sonda Galileo jogou uma sonda de prova sobre a superfície de Júpiter, ela somente conseguiu descer 150km pelo interior da atmosfera do planeta, enviando pouca informação do interior da atmosfera.
Acredita-se que Júpiter possui uma região central constituída de material rochoso, que chega provavelmente a algo como 10 a 15 vezes o valor da massa da Terra. Acima deste núcleo, encontraremos o hidrogênio na forma líquida a uma grande pressão, algo por volta de 4 milhões de atmosferas. Nestas condições além de líquido, torna-se um condutor elétrico, como qualquer metal, donde vem a designação de hidrogênio metálico.
Esta forma exótica do Hidrogênio, só é possível a pressões que excedam 4 milhões de atmosferas, como é o caso no interior de Júpiter (e Saturno). O Hidrogênio a esta temperatura e pressão, torna-se líquido e não um gás. É um excelente condutor elétrico e provavelmente a fonte do intenso campo magnético de Júpiter. Esta camada provavelmente também contém um pouco de hélio e rastros de vários "gelos."
A camada externa, é composta principalmente de hidrogênio e hélio que no início são líquidos e aos poucos vão sendo encontrados na forma gasosa. A atmosfera que nós vemos pelas imagens, é o topo desta camada extensa. Água, gás carbônico, metano e outras moléculas simples também estão presentes em pequenas quantidades.
|
|
Júpiter e os outros planetas gasosos possuem ventos com grande velocidade limitados em grandes faixas. Os ventos chegam em direções opostas nestas faixas adjacentes. Substâncias químicas com a temperatura diferenciada entre estas faixas, é a provável responsável pela coloração que domina o planeta.
As zonas coloridas claras são delimitadas por faixas escuras paralelas ao equador como pode ser visto na figura. Já há algum tempo, eram conhecidas estas regiões coloridas, porém os vórtices (nuvens enroladas em espiral), situados nos limites das regiões foram primeiramente estudados pela nave Voyager.
Dados mais recentes enviados pela sonda Galileo indicam que os ventos são mais rápidos do que se esperava, chegando a 640km/h, estendendo-se até partes mais internas onde foi possível a sonda observar; acredita-se que isto pode ocorrer pelo interior da atmosfera por milhares de quilômetros.
A atmosfera de Júpiter é considerada extremamente turbulenta. Isto indica que os ventos do planeta Júpiter são provocados em grande parte pelo calor emitido do seu interior, pois Júpiter emite mais calor do que recebe do Sol, estima-se que ele libera o dobro da quantidade de calor que recebe do Sol
|