As luas Galileanas.
Esta montagem nos mostra juntamente com Júpiter e a sua grande mancha vermelha, as suas quatro grandes luas, também chamadas de galileanas em homenagem ao seu descobridor. Assim vemos Io, Europa, Ganymede e Callisto.
A Grande Mancha Vermelha, uma tempestade na atmosfera de Júpiter, tem pelo menos 300 anos. Ventos sopram a aproximadamente 400 quilômetros por hora. A tempestade é maior que um diâmetro da Terra de norte para sul, e mais de dois diâmetros de Terra de leste para oeste. Nesta visão oblíqua, a Grande Mancha Vermelha se aparece mais longa na direção norte-sul.
Europa, a menor das quatro luas, o seu tamanho é aproximadamente o da lua da Terra, enquanto Ganymede é a maior lua conhecida no sistema solar.
O astrônomo Simon Marius reivindicou ter observado as quatro luas de Júpiter em novembro de 1609, portanto um pouco antes de Galileo que iniciou os registros em 1610. Porém, como Marius não publicou as suas observações, como havia feito Galileo, fica difícil verificar se as suas reivindicações tinham procedência. Além deste fato o trabalho publicado por Galileo Galilei é mais preciso e extenso, desta forma é dado o crédito da descoberta das luas a Galileo.
O nome das luas que conhecemos hoje, no entanto foram dadas por Marius em 1614, seguindo uma sugestão do astrônomo Johannes Kepler, relacionando figuras da mitologia grega ligadas a Zeus(Júpiter). Escreve Marius:
"Esta fantasia, e os nomes dados individualmente foram sugeridos a mim por Kepler, Astrônomo Imperial, quando nós nos encontramos em Ratisbon em outubro de 1613. Assim, como um gracejo e em memória de nossa amizade iniciada, eu o saudo como o pai destas quatro estrelas..."
Na publicação feita por Galileo ele chamou as luas de Júpiter de as "estrelas dos Medici", nome dedicado aos Senhores de Florença. Posteriormente ele adotou uma forma diferente para chamar as luas, indicando as pelos números; I, II, III e IV. Por volta de 1800 foram oficialmente adotados os nomes de Marius para as luas Galileanas; Io, Europa, Ganymede e Callisto.
| Lua |
Raio médio (km) |
Massa (kg) |
Distância de Júpiter (km) |
Descobridor |
Data |
| Metis |
20 |
9,56 X 1016 | 127.969 |
S. Synnott |
1979 |
| Adrastea |
12,5x10x7,5 |
1,91 X 1016 | 128.971 |
Jewitt-Danielson |
1979 |
| Amalthea |
135x84x75 |
7,17 X 1018 | 181.300 |
E. Barnard |
1892 |
| Thebe |
55x45 |
7,77 X 1017 | 221.895 |
S. Synnott |
1979 |
| Io |
1.815 |
8,94 X 1022 | 421.600 |
Galileo |
1610 |
| Europa |
1.569 |
4,80 X 1022 | 670.900 |
Galileo |
1610 |
| Ganymede |
2.631 |
1,48 X 1023 | 1.070.000 |
Galileo |
1610 |
| Callisto |
2.400 |
1,08 X 1023 | 1.883.000 |
Galileo |
1610 |
| Leda |
8 |
5,68 X 1015 | 11.094.000 |
C. Kowal |
1974 |
| Himalia |
93 |
9,56 X 1018 | 11.480.000 |
C. Perrine |
1904 |
| Lysithea |
18 |
7,77 X 1016 | 11.720.000 |
S. Nicholson |
1938 |
| Elara |
38 |
7,77 X 1017 | 11.737.000 |
C. Perrine |
1905 |
| Ananke |
15 |
3,82 X 1016 | 21.200.000 |
S. Nicholson |
1951 |
| Carme |
20 |
9,56 X 1016 | 22.600.000 |
S. Nicholson |
1938 |
| Pasiphae |
25 |
1,91 X 1017 | 23.500.000 |
P. Melotte |
1908 |
| Sinope |
18 |
7,77 X 1016 | 23.700.000 |
S. Nicholson |
1914 |
|