Ganymede.
Ganymede, a maior lua de Júpiter e do Sistema Solar chega a ser maior que o planeta Mercúrio. A sonda Galileo ao se aproximar pela primeira vez de Ganymede, nos fornece uma visão em cores desta grande lua.
Ganymede tem uma história geológica complexa, possui montanhas, vales, crateras e fluxos de lavas. Ganymede é coberta por regiões claras e escuras. Ao olharmos a foto veremos isto com clareza, a imagem que estamos vendo é a face voltada para o Sol em função da sua claridade.
Podemos notar na superfície regiões escuras, que segundo estudos indicam as regiões geologicamente mais antigas, com uma grande quantidade de crateras de impacto.
Em seguida, vemos regiões mais claras, provavelmente áreas mais jovens da superfície lunar deformadas tectonicamente. A coloração castanho-cinza nos mostra regiões onde há uma mistura de material rochoso e gelo. As manchas luminosas que percebemos em toda a sua superfície são crateras de impacto recentes na vida de Ganymede.
Através de um desenho feito pelos cientistas da NASA, podemos esquematizar como provavelmente deve ser constituído o interior de Ganymede. Baseando-se em medidas feitas pelo campo gravitacional, sua massa, volume e densidade, é possível que Ganymede seja constituída por quatro camadas. A superfície de Ganymede é rica em gelo (de água) com temperatura muito baixa, e as imagens mostram traços na superfície que evidenciam fraturas de origem tectônica. Da mesma forma que no nosso planeta Terra, estas características geológicas deixam evidente a existência em seu interior de forças intensas, o mesmo ocorre com Ganymede. Durante os dois primeiros encontros da sonda Galileo com Ganymede, permitiram aos cientistas determinar com uma certa precisão o tamanho destas camadas. Os dados sugerem fortemente que no centro se encontra um caroço metálico denso, envolvido por uma camada de rochas como pode ser visto no desenho. Este caroço metálico foi sugerido em função das experiências feitas pela sonda Galileo que observou um campo magnético em Ganymede. A região azul do desenho seria composta de gelo, porém com uma temperatura superior a outra camada de gelo, que recobre a camada interna e funciona como a superfície da lua.
Este detalhe da superfície de Ganymede nos mostra um conjunto de crateras antigas de impacto na lua de Júpiter obtidas pela sonda Galileo. Pelas imagens é possível ter uma idéia da idade destas crateras, neste caso estima-se que o impacto deve ter ocorrido a vários bilhões de anos atrás. Do lado esquerdo, na metade da foto vemos uma cratera cujo diâmetro é de aproximadamente 19 quilômetros. As linhas escuras e luminosas que vemos pela foto, são sulcos fundos na crosta antiga de gelo d'água “sujo pelo pó”. A origem deste material escuro é desconhecida, mas pode ser devido ao acúmulo de fragmentos escuros de muitos meteoritos que se chocaram com Ganymede.
Nesta imagem é evidente a ação tectônica sa superfície de Ganymede. A foto foi obtida no segundo encontro da sonda Galileo com Ganymede que registrou numa região considerada de idade geológica muito antiga, conhecida como Marius Régio. Esta área está próximo a outra área geologicamente nova e bastante luminosa conhecida por Nippur Sulcus.
A ação tectônica (Parte da geologia que trata das deformações da crosta terrestre devido às forças internas que sobre elas se exercem) que criou as estruturas no terreno luminoso próximo acabou afetando fortemente a região escura, montando a estrutura incomum como é mostrado aqui.
A análise de estruturas geológicas através de imagens como a que estamos vendo aqui, ajuda os cientistas a entenderem a complexa história tectônica de Ganymede.
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