Io.
Io é uma das quatro luas galileanas cujo tamanho é ligeiramente maior que a lua da Terra e um dos corpos mais ativos do ponto de vista vulcânico, do sistema solar. Na foto onde as cores estão realçadas para estudar a composição da superfície, podemos distinguir regiões onde vemos uma coloração branco e cinza, são os depósitos de dióxido de enxofre e a cor amarelada e castanho provavelmente se deve a material sulforoso.
As regiões de coloração avermelhada luminosa na forma de um anel ao redor do vulcão Pele, e as manchas "pretas" pouco luminosas mostram regiões de recente atividade vulcânica na superfície de Io e está associado com temperaturas altas e mudanças na superfície.
Um das mudanças mais notáveis é o aparecimento de uma nova mancha escura, na imagem ela está localizada próximo ao vulcão Pele do seu lado direito superior, cujo diâmetro é de 400 quilômetros, cujo centro encontramos o vulcão Pillan Patera. Esta mancha escura em uma imagem feita 5 meses antes não aparece, porém na sua nona órbita a sonda Galileo registrou os sinais dos penachos de gases a uma altitude de 120 quilômetros.
Esta grande atividade na superfície levou os cientistas a criarem através de um desenho como provavelmente deve ser o interior desta lua. A idéia de como deve ser o seu interior se deve a dados enviados primeiramente pela sonda Voyager em 1979, e posteriormente pela sonda Galileo.
As características interiores são deduzidas pelos resultados do campo gravitacional e medidas do campo magnético. O raio de Io é de aproximadamente 1821 quilômetros, um pouco maior que o da nossa lua que é de 1738 quilômetros. Io tem um núcleo metálico (ferro, níquel), indicado na figura pela cor cinza. Ao redor do núcleo temos uma camada de rochas indicada na figura pela cor marrom. As rochas de Io ocorre o predomínio de silicatos, que se estende até à supefície.
Este conjunto de imagens de alta resolução e bem coloridas nos mostram os vulcões mais ativos de Io.
Estas imagens estão todas em escala e na mesma proporção, a foto “a” cobre uma região de 575 quilômetros de comprimento da superfície. Elas também nos mostram erupções recentes indicando recentes fluxos de lavas e são freqüentemente associadas aos “penachos” de gases indicando atividades, como por exemplo; Loki, Prometheus, Culann, Marduk, Volund, Zamama, Maui, e Amirani.
Uma boa visualização do que são estes “penachos” de gases nos dá esta seqüência de quatro fotos de Io de dois vulcões ativos, Zamama e Prometheus.
Na seqüência superior vemos a imagem de Io e na parte inferior um seqüência de fotos com a ampliação dos detalhes.
A primeira imagem à esquerda, nos mostra o topo dos dois “penachos” com uma luminosidade na extremidade.
Na segunda imagem, uma visão excelente de Zamama. A terceira imagem vemos novamente os dois “penachos” como manchas luminosas. Na quarta imagem onde notamos que está escurecendo, região de limite entre o dia e a noite, os “penachos” ainda são visíveis porque eles se estendem a grande altitude sendo ainda atingidos pela luz solar.
Estes “penachos” de gases atingem cerca de 100 quilômetros de altitude, e durante toda a excursão de Galileo no sistema de Júpiter, que começou em 1996, elas sempre se mantiveram ativas. Porém, Zamama é consideravelmente maior e mais luminoso nestas imagens tiradas na décima primeira órbita da sonda a Júpiter. Prometheus já fora notado pela sonda Voyager em 1979 .
Estas duas imagens tiradas pela nave Galileo capturaram uma erupção vulcânica ocorendo em Tvashtar Catena, uma cadeia de depressões vulcânicas na lua de Júpiter. Elas indicam uma mudança na posição da lava quente em um período de alguns meses, entre o final de 1999 e início de 2000.
O interessante nestas imagens foi a grande dose de sorte da nave Galileo em estar no momento certo para capturar estas imagens de atividade vulcânica bastante raras e imprevisíveis. As imagens anteriores foram feitas por observações baseadas na Terra com imagens de baixa resolução, criando especulações que não podiam ser confirmadas. Estas observações de Galileo confirmaram as hipóteses que a , intensa produção térmica de Io provém de fontes de lava ativas.
As observações de alta resolução da sonda Galileo sobre as atividades vulcânicas em Io também confirmaram outras hipóteses baseadas em imagens anteriores de baixa resolução. Estas hipóteses incluem interpretações sobre a forma do fluxo lento das lavas em Prometheus e Amirani e sobre um lago de lava ativo em Pele.
Aqui você pode ver o primeiro mapa das temperaturas de uma das faces de Io no momento em que não está sendo iluminada pelo Sol, alguns destes dados precisam ao longo do tempo serem confirmados. Estes dados foram obtidos pela sonda Galileo entre os meses de novembro de 1999 e fevereiro de 2000. Sobre o mapa você pode ver contornos ao redor de alguns pontos e com um número que representa a temperatura na escala Kelvin. Assim 70K corresponde a -203ºC e 105K a -168ºC.
Os pontos escolhidos são vulcões bastante conhecidos, onde os mais luminosos são; Loki (L); Amaterasu (UM); Daedalus (D); Pillan (P); o Pelé (Pe); Marduk (M); Babbar (B); e um grande fluxo de lava, no vulcão chamado Lei-Kung. Lei-Kung iniciou suas atividades alguns dias antes da passagem da sonda Voyager em 1979, aparentemente o local ainda indica uma alta temperatura. Realizar este mapeamento à noite permite que se estabeleça melhor algumas estimativas sobre a temperatura da superfície e o calor que é emitido do interior da lua.
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No levantamento topográfico que os cientistas estão realizando sobre a superfície de Io algumas diferenças são notáveis em relação às outras luas galileanas.
Tais mapas revelarão as alturas e declives dos terrenos nas diferentes regiões e ajudará os cientistas a determinar as forças que atuam no interior de Io, as propriedades dos materiais que compõem a superfície de Io que como se processa a erosão do terreno. Esta imagem que vemos a seguir enviada mela sonda Galileo no dia 25 de novembro de 1999, nos mostram algumas das curiosas montanhas encontradas na lua.
Para entendermos a imagem devemos salientar que no momento a superfície estava sendo iluminada pelo Sol pelo lado esquerdo da foto, pelas sombras projetadas na superfície das montanhas entendemos melhor.
Medindo os comprimentos destas sombras, os cientistas do projeto Galileo puderam determinar a altura destas montanhas. A montanha que vemos a esquerda da foto, os cientistas encontraram uma altitude de 4000 metros.
Estas montanhas, como outras fotografadas pela sonda Galileo, dão a idéia de que estão em processo de desmoronamento. Grandes deslizamentos de rochas deixam enormes pilhas de escombros nas bases das montanhas.
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