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 SISTEMA SOLAR INFANTIL BÁSICO OPÇÃO ATUAL  AVANÇADO
JÚPITER

 
     ÍNDICE

MITOLOGIA CONHECENDO JÚPITER AS LUAS GALILEANAS AS PEQUENAS LUAS
CALISTO GANYMEDES EUROPA IO
OS ANÉIS DE JÚPITER A MAGNETOSFERA A EXPLORAÇÃO DE JÚPITER



Os anéis de Júpiter



JÚPITER SISTEMA DE ANÉIS

      As primeiras sondas enviadas a Júpiter, Pioneer 10 e 11 ao enviarem dados sobre o planeta, deram os primeiros sinais de que poderia existir em Júpiter um sistema de anéis.
      A confirmação de que Júpiter possuía um sistema de anéis viria pelas sondas Voyager1 e 2. A imagem ao lado foi enviada no dia 4 de março de 1979 pela Voyager1, confirmando pela primeira vez a existência dos anéis.
      Por se tratar de um anel extremamente fino e constituído de pequenas partículas, não era possível ser observado da Terra. Embora esta imagem seja de baixa resolução, fica evidente a existência destes anéis. Ela fazia parte de uma série de fotografias que seriam tiradas na região do equador de Júpiter para confirmar ou não a presença de anéis. Na foto o anel é a faixa branca localizado na diagonal da fotografia. JÚPITER SISTEMA DE ANÉIS
      A Voyager2 ao passar por Júpiter também enviou fotos do sistema de anéis do planeta, usando outras técnicas de fotografia. Nesta foto foram utilizados filtros especiais violeta e alaranjado. Isto pode ser notado pela cores da foto, vemos o contorno do planeta com uma linha violeta e duas linhas alaranjadas que representam os anéis. A impressão de termos duas linhas se deve ao fato do anel ter sido cortado.

JÚPITER SISTEMA DE ANÉIS

      Nesta série de fotos enviadas pela sonda Voyager2, ficou evidente que a composição dos anéis era basicamente de poeira. A foto ao lado nos dá uma visão muito brilhante dos anéis, isto foi possível graças a posição em que se encontrava a sonda Voyager2. Os anéis neste momento se encontravam entre a sonda e o Sol, dando esta visão interessante e significativa.
       O fato de ser brilhante nos revela uma informação importante: tratar-se de poeira, pois quando iluminada por uma fonte de luz torna-se brilhante. Isto pode ser facilmente visto em um quarto escuro, quando deixamos entrar um feixe de luz, graças as partículas de pó presentes no ambiente eles refletem a luz indicando visualmente o caminho por onde passa a luz. Esta simples experiência pode nos ajudar a entender como os cientistas muitas vezes chegam a certas conclusões.

JÚPITER ANÉIS E LUAS

      Pelas imagens obtidas pelas sondas Voyager tinha-se a impressão de que existia um único anel. Com a Sonda Galileo foi possível definir melhor a constituição do sistema de anéis.
       Hoje poderíamos classificar o sistema de anéis em três partes, como indica o desenho feito pelos cientistas do projeto Galileo. O anel principal é de aproximadamente 7000 km de largura e se contarmos do cento do planeta o seu raio é de 130.000 quilômetros. No anel principal encontramos no seu interior duas das chamadas pequenas luas, Adrastea e Metis que provavelmente colaboram de alguma forma para o pó que compõe o anel. Os anéis são compostos por partículas muito finas resultante do choque de meteoritos com as quatro luas integrantes do sistema de anéis. Ao ocorrer o choque com as pequenas luas; Metis, Adrastea, Tebe e Amaltea o pó se espalha por toda esta região. Muitas destas partículas são de tamanho microscópicos.
      Na sua parte mais interna encontramos o halo, tem um formato toroidal como chamam os cientistas, para se ter uma boa idéia imagine uma câmara de ar ao redor de uma esfera. O seu diâmetro é de aproximadamente 20.000 quilômetros indo do anel principal até o topo das nuvens mais altas do planeta. Na parte externa do sitema temos dois anéis extremamente fracos onde localizamos as luas Amaltea e Tebe.




e - A magnetosfera

     Os anéis de Júpiter e as luas internas ao sistema de anéis estão sobre a ação de um intenso cinto de radiação de elétrons e íons apanhados pelo campo magnético do planeta. Estas partículas e o campo magnético constituen a magnetosfera de Júpiter, região de grande extensão que atinge de 3 a 7 milhões de quilômetros em direção ao Sol, e vai em direção até a órbita de Saturno, uma distância de 750 milhões de quilômetros.
      A área que cerca um planeta que é dominado pelo campo magnético do planeta é chamada de magnetosfera. A magnetosfera de Júpiter é moldada em uma forma de lágrima pelo vento solar, nome dado ao fluxo de partículas vindas do Sol. JÚPITER E SUA MAGNETOSFERA
      Dentro da magnetosfera está um enxame de partículas enérgéticas e gases. São chamados os íons de baixa-energia, prótons, e elétrons "protoplasma."
      Em Júpiter, o protoplasma dentro da magnetosfera tende a girar junto com seu campo magnético uma vez a cada 9 horas, enquanto arremessa partículas carregadas através das superfícies das suas luas.





Continuando a nossa viagem.....