LOGO CIÊNCIA E CULTURA NA ESCOLA copernico03.jpg - 11534 Bytes








 SISTEMA SOLAR INFANTIL BÁSICO OPÇÃO ATUAL  AVANÇADO
SATURNO

 
     ÍNDICE

MITOLOGIA AS LUAS DE SATURNO OS ANÉIS DE SATURNO A MAGNETOSFERA
CONHECENDO SATURNO A EXPLORAÇÃO DE SATURNO



As luas de Saturno
    HELENA.
HELENA

       Descoberto pelos astrônomos franceses P. Laques e J. Lecacheux em 1980 de observações no observatório Pic-du-Midi.
      Em 1988, recebeu o nome de Helene, referência a Helene, personagem da peça Tróilo e Cressida de William Shakespeare.
       Helena possui a mesma órbita do satélite Dione e as vezes é chamdo nos meios científicos de Dione B.

Órbita 377.400 km de Saturno
Massa ?
Raio 17,5 km x 16 km




    RÉIA.
REÍA

      Na mitologia grega, Réia era a irmã e esposa de Cronos (Saturno para os romanos) e a mãe de Demeter, deus das profundezas (Inferno) conhecido pelos romanos como Plutão, Poseidon (Netuno para os romanos), e Zeus (Júpiter).
      Foi descoberto pelo astrônomo Giovanni Domenico Cassini (1625-1712), astrônomo italiano e a convite do rei Luis XVI, foi ser o primeiro diretor do Observatório Real em Paris. Descobriu quatro das luas de Saturno Tétis, Dione, Réia e Iapetus, e a divisão principal nos anéis de Saturno.
      Réia é o segundo maior satélite de Saturno, e mantém algumas semelhanças com o satélite Dione, como por exemplo a sua composição. A composição de Réia é basicamente de gelo d'água com uma pequena parte de rochas, que estima-se deva ser 1/3 da sua massa.
RÉIA       Raias luminosas e grandes manchas são visíveis com um fundo mais escuro imagem enviada pela nave Voyager do satélite Rhea. Mesmo as áreas escuras são provavelmente áreas de gelo d'água pois o índice de reflexão é de 50%. As raias luminosas segundo os cientistas devem estar relacionadas a impactos por objetos que lançaram com o choque pedaços de gelo e gelo pulverizado. Se olharmos com cuidado veremos que estas raias luminosas não são linhas perfeitamente retas mas uma fazem uma certa curva, lembrando a lua de Ganymede pertencente a Júpiter.
RÉIA       A área que estamos vendo nesta imagem é de alta resolução e foi obtida no momento em que a Voyager esteve mais próxima da lua Rea no dia 12 de novembro de 1980. Vemos uma região cheia de crateras o que indica uma superfície antiga, os cientistas estimam esta idade em algo próximo a 4.5 bilhões de anos atras, um período logo após a formação dos planetas. Áreas brancas que podem ser vistas nas extremidades de várias das crateras no canto superior é gelo provavelmente recente, exposto em declives íngremes ou possivelmente apareceu em função de fraturas na superfície da lua.

Órbita 527.000 km de Saturno
Massa 2,49.10 21 kg
Raio 764 km




    TITÃ.
TITÃ

       Na mitologia grega os Titãs eram uma família de gigantes, os filhos de Urano e Gaia. Por muitas eras eles foram os dirigentes supremos do Universo. Cronos (Saturno para os romanos) foi o mais importante dos Titãs, governou o Universo até ser destronado por seu filho Zeus (Júpiter).
      Foi descoberto pelo astrônomo holandês C. Huygens no dia 25 de março de 1655.
      Por muito tempo pensou-se que Titã fosse a maior lua do sistema solar mas recentes observações indicam que devido a sua densa atmosfera é provável que o diâmetro da lua seja um pouco menor que a de Ganymede.
       Estas dúvidas serão tiradas quando em 2004 a nave Cassini-Huygens chegarem em Saturno. Este projeto europeu e norte americano prevê o lançamento da sonda Huygens na atmosfera da lua Titã. Independente destes dados, Titã não deixa de ser uma grande lua, bem maior em diâmetro que o planeta Mercúrio e maior e mais volumosa que o planeta Plutão.
      Anos atrás quando a sonda Voyager foi lançada, um dos objetivos principais era o estudo de Titã. Titã é uma lua coberta por uma grossa atmosfera, opaca para instumentos pouco sofisticados como era na época os da Voyager, não podendo ser vista a sua superfície.
      A temperatura na superfície é de -179 ºC, o que leva os cientistas a imaginar sobre o que estaria por baixo das nuvens desta grande lua de Saturno, como dissemos na época os equipamentos não permitiam uma análise da superfície. A atual missão Cassini-Huygens traçará a superfície de Titã com uma série de equipamentos modernos entre eles um radar especial, como o que foi utilisado pela nave Magalhães, quando estudou a superfície de Vênus.
      A composição de Titã deve ser de gelo d'água e material rochoso. Provavelmente é diferenciado em várias camadas com um núcleo rochoso, cercado por várias camadas compostas de diferentes formas de cristal de gelo. Seu interior ainda pode estar quente. Embora tenha algumas semelhanças na composição com Réia e o resto das luas de Saturno, é mais denso em virtude do seu tamanho pois a ação gravitacional comprime o seu interior.
TITÃ       De todas as luas conhecidas do sistema solar Titã é o único com uma atmosfera significativa, enquanto na superfície do nosso planeta a pressão atmosférica é de 1 atm, em Titã ela é de 1,5 atm. A composição da atmosfera é de nitrogênio, 6% de Argônio e uma porcentagem pequena de metano. São também encontrados sinais de uma série de combinações orgânicas: acetileno, propano, etileno, metilacetileno, gás carbônico e água. De certa forma acredita-se que estas eram as condições iniciais da Terra há milhões de anos atrás.
       Outras substâncias químicas mais complexas em pequenas quantidades devem ser as responsáveis pela cor laranja como é visto no espaço.
       Recentes observações com o Telescópio Espacial Hubble ao estudar o interior de Titã, fazendo análises na região do infravermelho, onde a densa atmosfera fica mais "transparente", as imagens feitas sugerem que a superfície é feita de grandes regiões claras e escuras e que ao contrário do que se pensava, Titã provavelmente não é somente um grande oceano gelado.
CASSINI HUYGENS
      O espetáculo destas novas imagens mostram que deve haver pelo menos alguma superfície sólida. A análise destas e outras imagens poderá ajudar a explicar se as áreas claras na foto são crateras de impacto em uma superfície de gelo, ou características de grandes elevações na superfície. Baseando-se nestas imagens é que foi decidido aonde a sonda Huygens deverá aterrisar na sua superfície. Veja o desenho ao lado mostrando como deve ser a descida da sonda

Órbita 1.221.900 km de Saturno
Massa 1,35 . 10 23 kg
Raio 2575 km





Continuando a nossa viagem.....