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 SISTEMA SOLAR INFANTIL BÁSICO OPÇÃO ATUAL  AVANÇADO
URANO

 
     ÍNDICE

MITOLOGIA A EXPLORAÇÃO DE URANO AS LUAS DE URANO
CONHECENDO URANO AS PEQUENAS LUAS


   AS LUAS DE URANO


      Com a passagem da nave Voyager 2 por Urano foram obtidas as primeiras imagens com precisão das luas já conhecidas como: Miranda, Ariel, Umbriel, Titania e Oberon.
      No encontro da nave Voyager 2 com Urano, novas luas foram descobertas, num total de 10 luas elevando o número de luas conhecidas para 15, sendo que a maior delas é Puck que tem um diâmetro aproximado de 150km.
      Com o tempo novas luas foram encontradas e até o momento temos 18 luas confirmadas, que estão elencadas na tabela abaixo. Provavelmente mais três objetos deverão ser confirmados dentro em breve como novas luas do planeta Urano, que ainda recebem o código; S/1999 U1, S/1999 U2 e S/1999 U3, isto elevaria o número para 21 luas.
      As duas luas maiores, Titânia e Oberon, possuem aproximadamente 1600 quilômetros de diâmetro o que significa que são menores que a nossa lua. Destas cinco luas a menor é Miranda, que possui somente 500 quilômetros de diâmetro.
      Analisando a composição das grandes luas de Urano, tudo indica que em geral é uma mistura de gelo e rocha. As superfícies de maneira geral possuem uma coloração cinza, algumas destas superfícies estão repletas de crateras, indicando um terreno antigo, enquanto outras são mais recentes.
      Por exemplo, Titania é marcado por um sistemas de falhas na superfície o que indica um certo grau de atividade geológica em sua história. Estas características podem ser o resultado de movimento tectônico em sua crosta.
      Ariel é a lua mais luminosa e possivelmente a lua com uma superfície geologicamente mais jovem, não possui grandes crateras sendo que na sua grande maioria, são de pequenas dimensões.
      Umbriel deve ter uma idade geológica mais antiga e é escuro, aparentemente tudo indica ter sofrido pouca atividade geológica. Crateras de grandes dimensões deformam sua superfície.
       Oberon também possui uma superfície antiga, devido a grande quantidade de crateras em sua superfície, as manchas escuras no interior das crateras podem indicar uma pequena atividade interna
      De todas as luas a mais intrigante é Miranda, cheia de precipícios, vales sinuosos e crateras, clara indicação de que no passado deve ter havido uma vida tectônica intensa.
URANO GRANDES LUAS
      Nesta montagem comparativa feita em escala, estão as cinco principais luas de Urano com o seu brilho correspondente. A partir da direita temos: Oberon, Titânia, Umbriel, Ariel, e Miranda. A cobertura está incompleta para os satélites Miranda e Ariel; círculos cinzas descrevem as áreas perdidas.
      Caso você queira saber mais sobre as luas de Urano, escolha na tabela abaixo a que você quer conhecer.




Lua Data do descobrimento Descobridor Distância de Urano
(km)
Raio
(km)
Massa
(kg)
ARIEL 1851 W. Lassell 191.240 581 x 578 x 578 1,27.1021
UMBRIEL 1851 W. Lassel 265.970 585 1,27.1021
TITÂNIA 1787 W. Herschel 435.840 789 3,49.1021
OBERON 1787 W. Herschel 582.600 761 3,03.1021
MIRANDA 1948 G. Kuiper 129.780 240 X 234 x 233 6,3.10 19
CORDÉLIA 1986 Voyager 2 49.750 13 ?
OFÉLIA 1986 Voyager 2 53.440 15 ?
BIANCA 1986 Voyager 2 75.260 21 ?
CRESSIDA 1986 Voyager 2 61.770 31 ?
DESDÊMONA 1986 Voyager 2 62.660 27 ?
JULIETA 1986 Voyager 2 64.360 42 ?
PÓRCIA 1986 Voyager 2 66.085 54 ?
ROSALINDA 1986 Voyager 2 69.941 27 ?
BELINDA 1986 Voyager 2 75.260 33 ?
PUCK 1985 Voyager 2 86.010 77 ?
CALIBAN 1997 Gladman, Nicholson,
Burns e Kavelaars
7.200.000 40 ?
SYCORAX 1997 Gladman, Nicholson,
Burns e Kavelaars
12.200.000 80 ?
PROSPERO 1999 Kavelaars, Gladman,
Holman et al
16.568.000 ? ?
SETEBOS 1999 Kavelaars, Gladman,
Holman et al
17.681.000 ? ?
STEFANO 1999 Kavelaars, Gladman,
Holman et al
7.948.000 ? ?
1986U10 1999 Erich Karkoschka 76.000 40 ?




    ARIEL.


URANO ARIEL

      O nome Ariel foi tirada de uma das personagens da peça "A tempestade" do dramaturgo inglês William Shakespeare. Este nome foi dado pelo seu descobridor, Lassell em 1851.
      A superfície de Ariel é uma mistura de tipos de terrenos; crateras de impacto, um sistema de vales interconectados com uma extensão de vários quilômetros e com profundidades que podem atingir 10 km. Na imagem que mostramos, tirada pela nave Voyager 2, vemos detalhes da lua de Urano. A região que estamos vendo é o seu hemisfério sul. A Maior parte da superfície visível da imagem mostra algumas crateras, escarpas, vales e pequenas elevações.
      No lado direito da imagem vemos os vales que mencionamos, Alguns deles nos dão a idéia de vales que foram preenchidos com material recente.
      As manchas luminosas podem ser vistas do lado esquerdo da imagem, nos mostram sinais de pequenas crateras de impacto. A maioria das crateras brilhantes possuem pequenas dimensões, embora tenhamos algumas com 30 quilômetros de diâmetro, que pode ser vista facilmente perto da região central da imagem.
      Ariel bem como todas as grandes luas de Urano, possuem uma estrutura interna composta de uma mistura 40 a 50% de gelo d'água e o restante rocha. Por este motivo vemos as crateras brilhantes, uma característica de impacto de corpos com a superfície de gelo.
URANO ARIEL       Embora Ariel tenha um diâmetro de aproximadamente 1.200 km não possui no momento uma atividade vulcânica, no entanto no passado deve ter havido uma atividade vulcânica intensa. A complexidade da superfície de Ariel indica que uma variedade de processos geológicos ocorreu. Por exemplo, as numerosas crateras são indicações de uma superfície velha bombardeada por meteoros por um longo período na sua vida geológica. Também os vales praticamente lineares é uma evidência de atividade tectônica que provocou rachaduras na superfície e os vales arredondados indicam o depósito de material.

    UMBRIEL.


URANO UMBRIEL

      O nome Umbriel foi tirada de uma das personagens da peça "The Rape of the Lock" do ensaísta inglês Alexander Pope. Este nome foi dado pelo seu descobridor, Lassell em 1851.
       Das grandes luas de Urano, Umbriel é a mais escura, conhecida como a lua negra de Urano, e tudo indica que todas as luas de Urano é a que deve ter sofrido a menor atividade geológica.
      Umbriel bem como todas as grandes luas de Urano, possuem uma estrutura interna composta de uma mistura de 40 a 50% de gelo d'água e o restante rocha.
      Tem um diâmetro de aproximadamente 1.200 km e reflete só 16 por cento da luz que recebe na sua superfície. A superfície de Umbriel é repleta de crateras, embora não são luminosas como as outras luas, isto resulta em um albedo(poder refletor da superfície) da superfície relativamente uniforme. A cratera visível na parte superior da imagem possue um diâmetro de aproximadamente 110 km e tem um cume central luminoso.

    TITÂNIA.


TITÂNIA

      O nome Titânia, esposa de Oberon, foram dados pelo seu descobridor em homenagem ao dramaturgo inglês William Shakespeare. São os personagens centrais da peça "A Midsummer Night's Dream" (Sonho de uma noite de Verão) de William Shakespeare. Titânia foi descoberto no dia 11 de janeiro de 1787 pelo astrônomo inglês William Herschel.
      As imagens que estamos mostrando foram feitas pela nave Voyager 2 do maior satélite de Urano, com um diâmetro de 1.600 km. Possui uma grande quantidade de crateras de impacto dos mais variados tamanhos, deformando a velha superfície do satélite.
      Outra característica da superfície são os vales que se estendem por grandes áreas de Titânia. Eles chegam a atingir até 1.500 km de comprimento e a largura até 75 km.
TITÂNIA
      Nesta imagem, estamos mostrando dois detalhes da superfície de Titânia. A imagem foi obtida pela nave Voyager 2 em 1986, quando a nave realizou a sua aproximação máxima com o planeta Urano.
       No vale, que vemos no detalhe da imagem, as paredes são luminosas. O brilho é uma indicação da presença de um material mais claro, depósitos de gelo com idade geológica recente.
      No outro detalhe mostramos uma cratera de impacto com mais de 300 km de diâmetro, é visível no topo do satélite. Esta "grande bacia" é uma evidência na vida geológica do satélite, mostrando um grande impacto.
      Os detalhes que conseguimos ver em uma foto nos dão a possibilidade de concluir como provavelmente se deu a formação do satélite. Estas evidências de que Titânia exibe na sua superfície são indícios de que em tempos remotos ocorreu uma atividade geológica intensa. O grande vale que mostramos acima, na região limite entre o dia e a noite da lua, é um exemplo de atividade tectônica.

    OBERON.


OBERON

      O nome Oberon, foi dado pelo seu descobridor em homenagem ao dramaturgo inglês William Shakespeare. É uma das personagens centrais da peça "A Midsummer Night's Dream" (Sonho de uma noite de Verão) de William Shakespeare. Oberon foi descoberto no dia 11 de janeiro de 1787 pelo astrônomo inglês William Herschel.
      Das grandes Luas de Urano, Oberon é a mais distante do planeta e foi fotografada pela nave americana Voyager 2. O diâmetro aproximado do satélite é de 1.6OO km.
      Olhando a imagem do satélite, é bem visível um grande número de crateras de impacto na sua superfície, algumas de grande dimensões, cercadas por raios luminosos, uma certa semelhança com a lua de Júpiter, Calisto. Estudando o albedo da superfície de Oberon certas crateras indicam um albedo (poder refletor da superfície) de grande intensidade, e na região central pontos de baixo albedo. Estas crateras luminosos, nos indicam pelos padrões radiais na sua luminosidade, que são crateras de impacto em uma superfície fria. Um bom exemplo que é bastante visível, no centro da imagem de Oberon, uma grande cratera luminosa, com um cume na região central e um chão parcialmente coberto com material muito escuro.
       Estes pontos escuros no interior das crateras, são evidências do depósito de uma material pouco refletor de luz, que deve ser mais recente na vida geológica da lua. Em média, Oberon reflete aproximadamente 2O% da luz solar incidente.

    MIRANDA.


MIRANDA

      O nome Miranda foi tirado de uma das personagens da peça "A tempestade" do dramaturgo inglês William Shakespeare.Como os satélites de Urano são personagens dos escritores ingleses Shakespeare e Alexander Pope, o seu descobridor, Gerard Kuiper escolheu o nome Miranda. A sua descoberta ocorreu no dia 16 de fevereiro de 1948.
      Miranda dos cinco grandes satélites de Urano é o menor deles, com um diâmetro aproximado de 480 km. Como a maioria das luas de Urano, Miranda é constituída de gelo d'água em meio a um material rochoso.
      A superfície é bastante complexa, como veremos nas imagens feitas pela nave americana Voyager 2, indicando todo tipo de terreno; vales, precipícios e crateras.
MIRANDA Na parte superior da imagem, podemos notar a complexidade da formação da superfície deste satélite.
      As faixas escuras e luminosas com seus traçados curvelíneos cobrem praticamente metade da imagem. Com imagens de alta resolução veremos vales e cumes, bem como regiões com crateras de impacto. As crateras maiores possuem diâmetros de aproximadamente 30 km, contudo a maioria delas está na faixa de 5 a 10 km de diâmetro.
MIRANDA
      Miranda dos grandes satélites de Urano é o que está mais próximo, esta imagem de alta resolução foi tirada pela nave Voyager 2 quando esteva o mais próximo possivel de Miranda, cerca de 36.000 quilõmetros no dia 24 de janeiro de 1986. Visualizamos dois tipos de terrenos bem distintos; um áspero, terreno de alta-elevação (do lado direito) e um mais baixo, todo estriado. Numerosas crateras no terreno áspero, mais alto indicam que é mais velho que o terreno mais baixo. Várias escarpas, provavelmente falhas, cortaram os diferente tipos de terrenos. A cratera de impacto na parte mais baixa da imagem é de aproximadamente 25 km de diâmetro.
MIRANDA
      Esta imagem de alta resolução revela uma variedade de fraturas na superfície, encaixes e crateras, como também características de albedos (poder refletor da superfície) diferente. Esta visão do terreno repleto de crateras com uma variedade de formas e tamanho. MIRANDA
      As escarpas e declives chegam a alcançar profundidades de alguns quilômetros e expõem materiais de diferentes albedo. A grande variedade de direções das escarpas e declives, e as diferentes quantidades de crateras de impacto nestas regões indicam uma evolução geológica longa e complexa deste satélite.
      Visão das escarpas de Miranda, regiões claras e escuras que nos dão a dimensão da superfície do satélite, ressaltadas pelo fundo escuro.






Continuando a nossa viagem.....