Marte
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Explorando o sistema solar ……
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Continua……  a exploração de Marte Continua……  a exploração de Marte Distância de Marte ao Sol. Comparando tamanhos. Estrutura interna de Marte. Comparando a massa. Temperaturas máximas de Marte. Rotação de Marte. O movimento de rotação de Marte demora 24,6 horas terrestres. Movimento de translação de Marte A massa de 9 Martes corresponde a massa da Terra.  O que sabemos sobre Marte ? Terra Marte Composição da atmosfera de Marte A duração do movimento de translação ao redor do Sol é de 686,98 dias terrestres. Marte é o quarto planeta do sistema solar. Às vezes é chamado de "planeta vermelho" por causa de seu solo vermelho. O solo em Marte é vermelho porque é rico em óxido de ferro (ferrugem). Marte à noite possui um brilho significativo no céu durante a noite. Ele é conhecido desde os tempos antigos.  O planeta recebeu o nome do deus da guerra, mas também da colheita, agricultura, dos campos, da vegetação, sendo assim, sempre relacionado com a fertilidade na mitologia romana. Marte na mitologia grega é Ares e sempre acompanhado na guerra por seus dois filhos Fobos (medo) e Deimos (pânico). Assim o planeta Marte possui duas luas, Fobos e Deimos.   Conhecendo um pouco mais. Vulcões nos planaltos e planícies eram ativos há mais de 3 bilhões de anos. Alguns dos vulcões gigantes são mais jovens, tendo se formado entre 1 e 2 bilhões de anos atrás. Marte tem o maior vulcão do Sistema Solar, Olympus Mons, e também um sistema espetacular de desfiladeiros no equador chamados de Valles Marineris. Atualmente Marte não possui um campo magnético global. No entanto, a nave Mars Global Surveyor Orbiter da NASA descobriu que algumas áreas da crosta marciana no hemisfério sul são altamente magnetizadas, indicando um campo magnético que teria existido a partir de 4 bilhões de anos. Os cientistas acreditam que Marte sofreu grandes inundações há aproximadamente 3,5 bilhões de anos. Embora nós não sabemos de onde vieram estas águas de inundação, quanto tempo durou ou para onde foram, recentes missões a Marte descobriram indícios intrigantes.  Em 2002, a sonda Mars Odyssey da NASA detectou depósitos polares ricos em hidrogênio, indicando grandes quantidades de gelo de água próximo a superfície. Foram encontrados também hidrogênio em outras áreas. Se o gelo de água permeou todo o planeta, Marte poderia ter camadas significativas de água congelada abaixo da superfície. Em 2004, o projeto Mars Exploration Rover colocou no solo de Marte dois veículos robô em locais diferentes, o Opportunity e o Spirit.  O Opportunity encontrou estruturas minerais, indicando que a água líquida esteve presente no passado no local de seu pouso. O seu irmão gêmeo Spirit, também descobriu sinais de que no passado existiu água próximo de seu local de pouso. As baixas temperaturas e a atmosfera tênue, não permitem a existência de água líquida na superfície por muito tempo.   A atmosfera em Marte não é apropriada aos seres humanos, extremamente perigosa pois é composta principalmente por dióxido de carbono. Quando formos visitar Marte deveremos utilizar um traje espacial.  A atmosfera de Marte é muito mais tênue que a da Terra, contém mais de 95% de dióxido de carbono e menos de 1% de oxigênio. Tal como o nosso planeta, Marte também possui estações do ano, devido à inclinação do seu eixo de rotação. A órbita marciana é aproximadamente 1,5 vezes mais distante do Sol do que a Terra, e é ligeiramente elíptica, fazendo com que a sua distância do Sol mude. Estes fatores influenciam no tempo de duração das estações. Mariner 9. Image courtesy of NASA/JPL-Caltech Valles Marineris é um sistema de cânions que corre ao longo da superfície marciana medindo mais de 4 000 km de extensão, e 200 km de largura e mais de 7 km de profundidade. O monte Olimpo, provavelmente deve ser o maior vulcão em nosso sistema solar. É três vezes mais alto do que o Monte Everest, o pico mais alto da Terra, a base desse vulcão extinto é muito grande, para termos ideia da sua área, ela ocupa uma região que é maior que o estado de São Paulo. Credit - Nasa - JPL - Caltech Fonte:  NASA / JPL-Caltech / MSSS O robô Curiosity da NASA fez uma pequena perfuração em uma rocha em Marte em Abril de 2014, numa região chamada Windjana, cujo objetivo era recolher material do interior da rocha. Esta imagem foi fita pela câmera do robô. Em 1877, o astrônomo americano Asaph Hall descobriu duas pequenas luas orbitando o planeta Marte. Elas receberam os nomes de Phobos (medo) e Deimos (Pânico). Mais de 130 anos depois, os cientistas ainda estão tentando desvendar os mistérios sobre estas luas. Provavelmente devem ser asteroides - pequenas pedras que sobraram do início do surgimento do sistema solar – e que foram capturados por Marte. Phobos possui de 27 km de largura no seu ponto mais largo e tem uma grande cratera de impacto de um lado. Ele orbita ao redor de Marte três vezes em um dia marciano. Deimos é ainda menor - uma das menores luas do Sistema Solar. Cada órbita em torno do planeta leva um pouco mais de um dia.  Os cientistas acreditam que ele irá colidir com Marte daqui a 50 milhões de anos.   As luas de Marte   A atmosfera de Marte. Em 1666, o astrônomo Gian Domenico Cassini observou pela primeira vez como os polos de Marte eram brancos e sofriam alterações conforme as estações do ano. O pesquisador assumiu que estes polos estavam cobertos por gelo de água, como os da Terra. Hoje em dia, sabemos que além do gelo de água, há também dióxido de carbono congelado. Durante décadas, as pessoas especularam que as áreas claras e escuras em Marte eram manchas de vegetação, o planeta era um provável lugar para abrigar formas avançadas de vida e a água existiria nas calotas polares. Quando a nave espacial Mariner 4 chegou em Marte em 1965, as fotografias eram desoladoras, as crateras na superfície deixaram muita gente chocada, Marte parecia ser um planeta morto. Missões posteriores, no entanto, mostraram que Marte é um planeta complexo e ainda possui mistérios a serem desvendados. O principal deles é se Marte já teve as condições adequadas para abrigar formas de vida, como os micro-organismos. Em 15 de julho de 1965, a sonda Mariner 4 transmitiu esta imagem da superfície de Marte. Foram oito meses de viagem até Marte e as imagens enviadas do planeta vermelho eram em preto e branco, tornando-se a primeira nave espacial a fazer fotografias aproximadas de outro planeta. A fotografia mostra algumas crateras de impacto, muito parecida com a da nossa Lua.   Image Credit: NASA/JPL  Marte é um corpo rochoso, com aproximadamente metade do tamanho da Terra. Tal como acontece com os outros planetas terrestres: Mercúrio, Vênus e Terra, serão encontrados vulcões, crateras de impacto, movimento da crosta terrestre, e condições atmosféricas (por exemplo: tempestades de areia). Estes fenômenos são responsáveis pelas alterações ocorridas na superfície de Marte. Marte é um planeta frio. A temperatura média é de -60°C. As temperaturas de superfície de Marte variam de -143°C no inverno, na região das calotas polares, para valores máximos de 27°C no verão equatorial. A ampla variedade de temperaturas é devido à fina atmosfera que não armazena muito calor solar. Sua superfície é rochosa, com cânions, vulcões, leitos de lagos secos e crateras por toda parte. A poeira vermelha cobre a maior parte de sua superfície. Marte possui nuvens e ventos assim como a Terra. Às vezes, o vento sopra a areia vermelha formando uma tempestade de areia. As pequenas tempestades de areia podem ser semelhantes a um tornado, e as grandes podem ser vistas aqui da Terra. Estas grandes tempestades em Marte podem chegam a cobrir todo o planeta. A natureza da superfície vista a distância, revela pouco sobre a composição das rochas abaixo da superfície, pois o planeta está coberto pela poeira, consequência de bilhões de anos de erosões realizadas pelo vento marciano.  Esta foto foi tirada pela nave Mars Pathfinder, numa região próxima ao seu pouso,  vemos ao fundo os montes conhecidos como  Twin Peaks são montes de tamanho modesto. Os picos possuem entre 30-35 metros de altura. Catalog Number: NASA-PIA2406- Credit: NASA/JPL Esta animação mostra o deslocamento de um redemoinho de vento que se desloca pela superfície da cratera Gusev, pouco antes do meio dia em Marte. As imagens foram feitas pelo veículo robô Spirit da NASA no dia 15 de março de 2005. A duração deste vento foi de 9 minutos e 35 segundos deslocando por uma distância de 1,0 km. Image Credit: NASA/JPL  Em alguns lugares, as rochas estão expostas, mas em outros a poeira levada pelo vento mascarou as características do terreno. Próximo ao polo norte, por exemplo, o pó soprado formou dunas. O conhecimento humano a respeito da composição da superfície marciana deu um grande salto em 1997 quando a sonda Pathfinder da NASA aterrissou na região conhecida como Xanthe Terra no hemisfério norte. A bordo o veículo o robô Sojourner foi o primeiro equipamento a pousar em Marte, e foi capaz de analisar o solo e as rochas no local. Em Marte a força da gravidade é um terço da que temos na Terra. Ao soltarmos uma pedra em Marte, ela cairá mais lentamente do que se esta mesma pedra for solta na superfície terrestre. Para ilustrarmos esta ideia: se você soltar uma pedra na Terra de uma altura de 10 m, ela atingirá o solo em 1,4 segundos, a mesma pedra solta em Marte levaria aproximadamente 2,3 segundos. Hoje sabemos que os polos de Marte, além de água congelada possuem também dióxido de carbono congelado, no entanto, estão longe de ser idênticos. A calota no polo norte é maior do que a do polo sul.   Ambos polos possuem uma área onde o terreno é em camadas, estas possuem cores diferentes e podem conter quantidades distintas de poeira e gelo. As diferentes camadas sugerem que o clima do planeta sofreu várias mudanças ao longo do tempo. Seria como os anéis de crescimento das árvores, essas camadas podem ajudar a desvendar o mistério das mudanças climáticas no passado de Marte e ajudar a determinar se elas ocorreram por uma mudança catastrófica ou por uma evolução gradual do ambiente do planeta.  As calotas polares de Marte. Polo Norte Polo Sul Polo Norte Esta imagem nos mostra a região do polo norte onde o gelo e o pó de areia tem se acumulado em camdas. Acredita-se que estas camadas foram se depositando ao longo de milhões de anos. Aprender a ler este registro poderia nos dizer muito sobre a evolução do clima em Marte.Image Credit: NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona O relevo de Marte. A quantidade de água que foi necessária para esculpir grandes canais e várzeas em Marte não é evidente hoje. Desvendar a história da água em Marte é muito importante, pois nos ajuda a entender a evolução do clima no planeta, e nos ajudará a compreender a evolução de todos os planetas. A água é um ingrediente essencial para vida como a conhecemos. Evidências de quanto tempo a água existiu no planeta, nos dá indícios se ele foi um local adequado à vida. Em 2008, a nave Phoenix Mars da Nasa foi a primeira missão que tocou o gelo de água no ártico marciano. A Phoenix também observou a precipitação de neve das nuvens, confirmando o que a nave Mars Reconnaissance Orbiter já havia descoberto. Experimentos científicos realizados no solo levaram os cientistas a acreditar que o local de pouso da Phoenix, no passado (nos últimos milhões de anos) possuía um clima mais quente e úmido. A missão Mars Science Laboratory da NASA, com o seu veículo robô Curiosity está examinando rochas marcianas e o solo na cratera de Gale, procurando minerais que se formaram na água, sinais de água abaixo da superfície e moléculas à base de carbono, chamados orgânicos, os blocos de construção química da vida. Essa informação irá revelar mais sobre a habitabilidade presente e passada de Marte, bem como se os seres humanos poderiam sobreviver em Marte algum dia.  07_Mars_Revision2013_tagged_FC_order_FINAL1.pdf   Esta visão panorâmica de 360 graus é da região conhecida como "McMurdo” foi feita pelo pelo veículo robô Spirit da missão Mars Exploration Rovers. Image credit: NASA/JPL/Cornell